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18 de jun. de 2011

Adolescência

s.f. Idade da vida compreendida entre a puberdade e a idade adulta.

Isso é o que define o dicionário, mas a realidade todo mundo sabe que é diferente. Mesmo entendendo que é nessa fase que ocorrem as mais incríveis mudanças na vida do ser humano, desde físicas até intelectuais, alguns comportamentos são simplesmente sem fundamentos. Não sei se foi a minha criação, ou se somente é esta a minha forma de ver o mundo, mas eu acredito que as pessoas podem sim passar pela adolescência sem cometer alguns atos absolutamente idiotas.
Quem foi que disse que pra ser um adolescente "descolado" você precisa sair com todos os meninos (as) que puder sem ter a intenção de ter nenhum vínculo ou contato após indescritíveis estripulias? Ou ainda, quem estipulou que para ser bem visto pelos amigos você precisa ser rebelde com a família, desrespeitando àqueles que te colocaram no mundo e só querem o bem para você?
Eu definitivamente não entendo os adolescentes de hoje. Tenho 17 anos, mas nunca precisei fazer idiotices para ser notada. Não precisei "ficar" com dezenas de garotos para finalmente encontrar um bom parceiro, não tive que xingar minha família e ameaçar sair de casa pra que eles pudessem me dar atenção ou me elogiar por meu desempenho em algo. Não precisei dar uma de egocêntrica para ter amigos verdadeiros, muito menos mentir sobre minhas condições financeiras pra não ser "avacalhada" por colegas bem providos financeiramente.
Honestidadade, empenho e cautela. É claro que existem inúmeros princípios que devem ser seguidos para se sair da adolescência sem por a vida de cabeça pra baixo. mas creio que esses três devem ser os primordiais, até mesmo porque, seguindo-os, talvez você exercite sua mente e não permita que ela se torne tão fraca, a ponto de aceitar friamente tudo que o sistema impõe. Se eu consegui até aqui e ainda estou conseguindo, o que impede essa moçada que está aí, no auge dos 12, 13 anos de ao menos tentar? A adolescência, ao contrário do que muitos pensam, é para ser uma fase inesquecível, não traumática.

25 de mai. de 2010

Every day...

Não estou tendo uma boa semana. Não estou tendo um bom mês. Não estou tendo um bom ano. A sensação de que nada vai dar certo pra mim está me consumindo. Abro meus olhos todas as manhãs e penso: O que foi que eu fiz ontem pra ser lembrada hoje? Nenhuma lembrança responde minha pergunta. Não sei se tenho tratado bem aqueles que chamo de amigos, não sei se tenho sido uma boa filha pra aquela que me criou. Não sei se estou sendo uma boa namorada, compreensível e carinhosa. Não sei, não sei! As pessoas que deveriam me dizer isso simplesmente não dizem, e isso acaba comigo! 
Eu sei que pode parecer uma 'crise existencial', comum na adolescência, mas é um sentimento muito ruim. Dói o coração, a cabeça, o corpo. Não lembro a última vez que alguém disse pra mim que sou importante, que pensa em mim todos os dias ou que se preocupa em como eu estou e como me sinto. Talvez o problema esteja neles, ou melhor, esteja totalmente em mim. Apesar de tudo isso, sinto como se algo me impulsionasse a viver. 
Tenho certeza que esse 'algo' é o amor que Deus ainda tem por mim, que acaba sendo refletido a mim diariamente, no brilho do sol, no vento batendo em meu rosto, no sorriso de uma criança, no 'eu te amo' em um momento inesperado... Deus ainda está comigo, e isso me faz querer viver um dia de cada vez. E não importa o que tenhamos feito ou deixado de fazer durante 24 horas. O sol sempre nasce no dia seguinte. Sempre.

18 de mar. de 2010

E se eu não existisse?

Quem nunca fez essa pergunta que atire a primeira pedra! õ/
Pode ser em momentos tristes, de raiva, ou até mesmo de bobagens. Uma hora ou outra essa pergunta sempre vem à tona.
O ser humano tem um talento inestimável de ser dramático. Principalmente quando está com raiva, as besteiras correm pra nossa boca sem controle e começam a sair sem permissão.
É então quando você começa a indagar: "Se eu não existisse, não passaria por isso" ou "O que seria de você se eu não existisse?" ou melhor "Esse povo parece que não viveria sem mim!". Por favor, drama não.
Confesso sim, que já fiz todas essas perguntas e muitas outras. Esses momentos são inevitáveis ao ser humano, principalmente na adolescência.
Hoje eu entendo que, se eu não existisse, eu simplesmente não existiria.
Não teria dado trabalho à minha mãe na hora do parto, não teria feito traquinagens medonhas na infância, não teria namorado, feito amigos e enfim... Simplesmente eu não existiria a acabou.
Portanto, essa pergunta, por mais sentido que pareça fazer na hora da raiva, não tem explicação nenhuma.
É coisa de momento, crise existencial.
Por mais feitos bons ou ruins que você tenha em vida, sempre vai ter alguém melhor que você.
Ninguém é insubstituível, por mais dolorido que seja declarar isso.
E se daqui pra frente você ainda se fizer esse pergunta, de antemão eu respondo:
Se você não existisse, alguma outra pessoa, sem ser você, existiria. E teria os mesmos problemas que você, e a mesma falta do que fazer por estar lendo essa postagem :)

Mesmo assim, obrigada por estar aqui. É.
3 Beijos e uma fatia de queijo :*