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18 de mai. de 2010

De onde vem a tristeza?

Estava tudo bem. Nada de ruim havia acontecido e os sorrisos dominaram o dia. A alegria de viver, existir, amar, sonhar... tudo isso impedia que qualquer ideia infeliz acabasse com o "dia feliz". Sem notícias ruins, sem gritos ou brigas. Dizem que a perfeição não existe, mas naquele momento existia. A alma respirava e agradecia a Deus por isto. 
Passam-se as horas, a noite se aproxima. A solidão, que outrora se mostrara amiga, passa a trazer pensamentos infortúnios. Sem sequer ter ideia da origem, uma tristeza inexplicável invade o coração. "O que será de mim amanhã?", "E se eu não conseguir ser alguém na vida como ele disse?" ou então "Ninguém gosta de minha companhia, sou inconstante e sincera demais para pessoas que preferem viver um conto de fadas". Questionamentos sem procedência conseguem arrancar o sorriso daquela que sempre gostou de exibi-lo. Faltam palavras, gestos ou explicações. Em uma fração de segundos, os pensamentos materializam-se em pequenas palavras que não saem da boca, mas que dizem o que a alma grita: as lágrimas rolaram no rosto.
Seria um tanto quanto infantil se dissesse que não sei de onde vem a tristeza? Talvez. Mas realmente não sei. Ela é um mistério, vem quando menos queremos, e se vai quando nos acostumamos com ela. Provavelmente amanhã ela não estará mais junto de mim, mas as sequelas de que ela esteve ficarão eternamente. Já disseram que as vezes eu choro por coisa pouca, mas sinto-me aliviada fazendo isso. Minhas lágrimas, mesmo tão pequenas carregam um peso que eu e você jamais poderemos medir. Elas andam lado a lado com a tal da tristeza, e quando dizem que são palavras da alma, são mesmo.