22 de mar de 2010

Era uma vez...

...Uma garotinha que desde nascida morava com sua avó. Sempre foi sozinha, sem amigos para brincar ou sequer conversar. Sempre teve como parceira a solidão e sua avó, que apesar de todas as lutas sempre estava firme e de pé, mostrando força para sua netinha que estava apenas começando a vida.
Apesar de não ter sido criada com os pais, a avó da garotinha sempre ensinou a amá-los, mesmo sua mãe tendo casado com outro e ido morar em outro estado, e mesmo seu pai tendo se "enrolado" com outra e ter ido morar numa chácara distante. De vez em quando, a avó pegava a netinha chorando pelos cantos com saudades da "mamãe" e querendo o "papai". Restava a avó apenas chorar junto com a netinha, que colocava a mão do lado esquerdo do peito e dizia: "-Vovó, tá doendo muito aqui, faz parar!".
O tempo passou e a garotinha foi crescendo. Sem a presença de um pai e o afago de uma mãe, foi criando uma ferida muito grande em seu pequeno e frágil coração. Seu refúgio eram os livros. Preferia estar na escola do que em casa, sozinha com a avó e sentindo saudades daqueles que ela nunca tivera. A garotinha achava que nunca iria encontrar a verdadeira felicidade, pois sentia-se frustrada e, mesmo tendo o amor e o carinho da avó, ela sempre tinha aquele vazio dentro de si.
O amigo tempo continuou passando, e a garotinha foi formando caráter. Passou de uma criança chorona e boba para uma adolescente fechada. De vez em quando recebe notícias da mãe, sempre vê o pai mas é como se não visse. Seus genitores se tornaram apenas colaboradores em sua existência. Nada além disso.
As vezes essa garotinha crescida ainda chora, mas seu coração ficou tão duro que  ela acaba tratando mal até mesmo a única pessoa que a acolheu. Ela também conheceu o amor de outra pessoa, sem ser parente seu. Em determinados momentos ela chega a pensar que ele é uma das poucas razões de ela ainda respirar. Apesar de tudo, ela ainda tem fé em um Deus que tudo vê e tudo pode, e que deve ter alguma coisa guardadinha pra ela. Hoje ela é inteligente, sorri mesmo sem ter motivos, chora tendo todas as razões do mundo. Tem poucos amigos, mas o pouco que tem é bem conservado. Já se decepcionou muito, mas nada que a fizesse perder a razão de acordar no dia seguinte a agradecer por estar viva. 
Enfim, aquela garotinha não é mais tão pequenina. Mesmo em pouco tempo de vida, ela sabe o que é a dor da perca, mesmo sabendo que o que ela perdeu está por perto. É apaixonada por leitura e adora escrever.
Inclusive, ela mesmo que escreveu esse post. Muito prazer, meu nome é Rebeca.


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20 comentários:

  1. Adorei o texto,
    ficou muito legal *-*

    bjus =*

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  2. Lindo texto, você escreve muito bem!
    E o blog é lindo também. Tudo lindo, rs.
    Beijos e muito sucesso, você merece ! ;))

    www.menina-normal.blogspot.com

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  3. Obrigada Camila, já vou visitar teu cantinho também fofa (:

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  4. "Vovó, tá doendo muito aqui, faz parar!"
    Deu vontade chorar nessa parte :((


    Adoro como você escreve! *,*

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  5. Não sabia que gostava da forma como eu escrevo..
    Obrigada!! :D

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  6. Adoreei *-*
    é meio triste :$
    parece,pouco,mas parece,comigo (:
    beijo :*

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  7. Historinha simples para quem lê. Para você que viveu e vive talvez nem tanto, né?!
    Vida longa pra você e com muito sucesso.

    você merece.

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  8. Olá.
    adorei seu texto :B
    eu também não vivo com, meus pais, mas é uma outra historia, as vezes sentimos falta, mas acabamos se acostumando, eu na verdade moro é com minha tia.
    As vezes é bastante complicado a convivência, brigamos e tales, mas são essas pessoas que nós ensinaram o certo e o errado e que nós deram e nós dão amor todos os dias.

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  9. Nossa, o texto é triste, mas de uma sensibilidade sem igual. Me encontrei muito em algumas partes. Não sou muito diferente. E alguns sentimentos dentro da gente, tem a ver com tudo que vivemos. Que Deus nos abençoe sempre! ;)

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  10. Lindo o texto... vc escreve bem!

    Fiquei bem moça. =) bjs

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  11. Muito obrigada Mony!
    É Ana, eu sei como é dificil a convivência!
    Obrigada Nathy!
    Clara, ficarei bem sim, obrigada!

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  12. Nossa Rebeca, muito triste sua história.. .triste no sentido de vc ter sofrido tanto por ficar longe dos seus pais, e esses ne mao menos demonstrarem o mesmo interesse que vc... mas tbm é uma história bonita, de luta e de superações! adoro!!! parabéns viu??
    bjinhusss

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  13. Escreve muito bem mesmo.....parece como se os personagens fossem reais....

    Bjaoo Re....te adoro

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  14. Seu Blog eh muito lindo e parabéns pelo troféu The Best GB, terceiro lugar, mereceu!

    Beijos

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  15. Adoreeei o blog! Tbm tenho um, passa lá se der! Ah, tô seguindo.
    http://blogdawevinemaia.blogspot.com
    bjos :3

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  16. Obrigada Philip e Marize!
    Wévine, assim que der passou lá sim :)

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  17. bm primeira passagem por intermédio d outro blog aqui no seu blog
    gostei mto
    se permitires
    virei mais vezes encher o saco **
    e por enquanto é isso;;;hihihi.
    abraço
    boa terça
    e Feliz dia do bumbum de fruta.
    sim....
    é de um gay q eu estou falando..
    kkkkkkk

    droga*essa foi horrível*

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  18. Noossa ! meell ! Adorei o texto '

    VocÊ escreve muiitoo bem mesmo , parabéens !



    beiiijoos no cérebro Q-rida !

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Meus devaneios, você já leu... agora é sua vez de devanear :)