12 de jul. de 2010

Parecia uma manhã qualquer,


_____ ...como todas as outras. Levantei da cama, tomei uma chuveirada fria e me preparei para tomar café. Minha mãe sorria para mim, assim como todos os dias, e perguntou se eu havia dormido bem. Sem olhar em seu rosto, apenas balancei a cabeça confirmando que sim, olhando fixamente para a toalha da mesa que tinha lindos girassóis bordados.
_____Comi pouco, subi para o meu quarto e arrumei minhas coisas para ir à escola. Foi então que sentei em minha cama e por um momento o mundo parou. Do nada e sem motivo nenhum, um filme da minha vida começou a passar em minha cabeça. O mais engraçado, é que nesse filme não se passava tudo que eu tinha vivido até ali, mas sim tudo que eu gostaria de viver e nunca fiz. Duas lágrimas escorreram do meu rosto, quando fui "acordada" pela buzina do carro de meu pai. Desci as escadas lentamente, minha mãe me esperava na porta me desejando um bom dia e, pela primeira vez no dia, eu correspondi ao sorriso que estava em seu rosto. Ela me abraçou e simplesmente disse: "- Te amo da forma que você é!" Calada estava e calada fiquei.
_____No carro em direção à escola, a única coisa que podia ser ouvida era uma música dos anos 80 que tocava na rádio. No caminho inteiro, como todos os dias, meu pai não deu uma palavra sequer. Desci do carro e fiquei parada em frente à escola. Novamente aquele filme consolidou-se em minha vista, e mais duas lágrimas rolaram em minha face. Respirei, enxuguei o rosto e comecei a andar em direção à minha sala. Não ouvi nada do que a professora de Literatura falou, meus pensamentos estavam nem eu sei aonde. Um vazio dentro de mim me dizia que eu precisava de algo, e o que mais me intrigava era não saber o quê. Levantei-me de supetão, todos olharam para mim. Saí da sala sem dar satisfações e fui andando em direção ao banheiro feminino. Lá dentro, lavei meu rosto e olhei meu reflexo no espelho. Me desconheci. Tudo que pude ver foi uma menina magra, de cabelos encaracolados, olhos pretos e grandes olheiras. Alguém que não tinha amigos, não tinha beleza, não tinha amor, não tinha nada. Olhei para tudo que tinha feito em 17 anos de vida, e nada se encaixava com aquele filme que constantemente insistia em passar em minha mente. Chorei. Chorei pela primeira vez, desde meus 6 anos de idade quando prometi a mim mesma não chorar por mais nada. Sentei no chão do banheiro e não conseguia levantar. Banhada em lágrimas, não encontrava uma razão para me reerguer e voltar à sala de aula, onde provavelmente todos estavam estranhando minha estranha reação.
_____Horas depois, ouvi o sino tocando. Era hora de ir embora. Levantei com o rosto desfigurado, fui em direção à saída. Ao contrário de todos os dias, o carro do meu pai não estava estacionado em frente ao portão de entrada. Não havia nenhum carro conhecido. Sentei nas escadas e esperei. Todos foram embora e eu permaneci lá. Baixei minha cabeça fazendo com que ficasse encostada em meus joelhos. Não estava assustada. Ninguém apareceu. 
_____Já era noite e decidi ir para casa caminhando. Em menos de 10 minutos de caminhada, vi uma garota com uma arma na mão, mirando em sua própria cabeça. Parei em frente à ela e fitei em seus olhos. Ela ficou estupefata, e estranhou eu ter ficado apenas olhando. Ela chorava como uma criança quando se perde da mãe. Sem entender porque, eu a abracei forte. Não me recordava da última vez em que tinha abraçado alguém com tanta força. Ela sorriu. Disse que era tudo que ela precisava naquele dia, e começou a desabafar sobre os problemas que lhe atormentavam. Da boca dela ouvi a história da minha vida. A única diferença é que eu não estava com uma arma na mão determinada a dar fim em minha inútil vida. Sentamos na calçada e começamos a rir. Rimos como duas amigas de infância que não se viam a muito tempo. Ela jogou a arma longe e saimos caminhando. Sabe aquele filme que passava na minha cabeça? O dela era bem parecido.  Viramos grandes amigas, e aaquele dia em diante, decidimos que aquilo deixaria de ser um "filme" e passaria a ser um roteiro diário. Hoje, me olho no espelho e vejo aquela mesma menina magra e de cabelos encaracolados. As olheiras cobertas por pó de arroz me fazem rir de mim mesma. A única diferença é que agora eu estou viva.

Ficou um texto gigante e eu nem sei de onde surgiu, confesso. O caso é que agora eu me sinto aliviada. Não estava muito bem hoje, mas agora sinto-me livre. Se você se deu ao trabalho de ler todo o texto, por favor diga-me o que achou. É um texto fictício, mas quantas pessoas já não tiverem um momento assim na vida? Hoje eu aprendi que, assim que eu aprender a confiar em mim mesma, saberei como viver. Aquele abraço.

11 de jul. de 2010

Aos seguidores + Memes

Aos seguidores do Materializando Ideias:
Vocês são muito importantes mesmo!




 - O nome da loirinha acima é Layna, minha irmã mais nova :D



***


Já tava na hora de eu atualizar os memes que ganhei né, pois bem lá vai:

♦ Ganhei 2 selinhos da Duda Cazé, do blog Doces ou travessuras.
Para vizualizá-los, clique aqui e aqui.

♦ Ganhei mais 2 selinhos da Letícia do blog Desneurando.
Para vizualizá-los, clique aqui e aqui.

♦ A Natália Souza, do blog Minutes of Boredom me indicou para prosseguir uma "corrente", onde eu preciso citar 5 defeitos meus e 5 qualidades, então lá vai:

QUALIDADES
1. Sincera - Já tentei mentir, ser falsa e coisas do gênero, mas eu simplesmente não consigo. Já perdi inúmeros supostos amigos justamente por falar a verdade.
2. Esforçada - Quando eu quero uma coisa, vou até o fim.
3. Carinhosa - Obviamente que apenas com quem merece.
4. Sorridente - Meu lema é "Que sorrir seja constante". Não importa o que eu esteja passando, o sorriso sempre estará no rosto.
5. Criativa - Tem horas que eu mesma me assombro com a capacidade da minha mente de criar certas coisas, rs.

DEFEITOS
1. Preguiçosa - A preguiça aqui chegou e ficou! trágico.
2. Ciumenta - O que é meu ninguém tasca! rum :@
3. Mandona - Desde criança isso me persegue! kkkk
4. Comilona - A ansiedade me proporciona isso. É muito tenso.
5. Medrosa - Nunca me deixe sozinha a noite ok?

***

Quero agradecer a todas pelos memes, vocês foram muito fofas *-*
Não vou indicar os selinhos pra ninguém, se você gostar pode pegar :)
Mas faço questão de indicar a corrente das qualidades e defeitos para:

1. Wil, meu amigo In.diferente.
2. Jaque, do Parla come mangi!
3. Clara, do Bloguito da Clara.
4. Fran, a Menina de Óculos.
5. Mony, do Uma vida que se conta.
6. Jamylle, do Sweet Luv.


Quero saber seus defeitos e qualidades ein?!
Abraços a todos!

9 de jul. de 2010

"Eu sou melhor que você"


Sempre quis saber o que se passa na cabeça de pessoas que se sentem o centro do mundo. Acham que são os melhores, que ninguém pode atar nem a sandália de seus pés. Gostaria de saber como eles chegaram àquela conclusão, se foi algo de berço ou se foi neurose mesmo. Sabe aquela gentinha que acha que se sair de queixo levantado e bunda empinada vai conseguir o respeito de todo mundo? Pois é, me enojam.
Pobreza pra esse tipo de gente tem outra definição. Se você prefere o chinelo do que o tênis de marca ou o salto alto, você é pobre. Se usa uma calça jeans simples, é pobre. Se ri por qualquer coisa e fala bobagem com os amigos, é pobre. Em resumo, se você não se adequa ao ciclo de amizades desse povo, você é pobre e não merece respeito nem aqui nem na China. As vezes fico pensando o que essa galera pensa dessas comunidades carentes que passam no jornal. Ah, tudo bem, assistir jornal também é coisa de pobre que não tem uma TV de plasma para assistir o último lançamento de Hollywood.
E quem for negro? rá, longe dessa "elite"! Eles pensam que "aquilo" escuro na pele da pessoa é sujeira, coisa de pobre. Não sei porque mais esse tipo de atitude me trás claras lembranças de Adolf Hitler e sua Alemanha Nazista, onde todos tinham que ser lindos e loiros.
Acho que a única coisa que esse povo ainda não conseguiu comprar foi vergonha na cara. Ninguém é melhor que ninguém. Todos somos sujeitos à violência, doenças, tristezas, decepções, alegrias, paixões... A única coisa que ainda pode nos diferenciar é uma porcaria de posição social e a cor da pele - que pra mim nunca fez diferença nenhuma. Vou torcer pra que essa gente acorde, se olhe no espelho e perceba que nesse tal de mundo, todos pertencemos a uma mesma raça: A raça humana.

Pois é gente, eu voltei. Nesse período sem internet taanta coisa aconteceu com a minha vida! Primeiro o Brasil perde que pra mim não fez a mínima diferença, depois eu estudo feito uma condenada pra uma prova que nem foi aplicada. Depois, vou pra uma festa onde eu tive que fazer a limpeza do buffet no final. Logo a seguir, tenho menos de 24 horas para escolher uma música e ensaiar minhas crianças para apresentarem. Uma onda de apagões atinge minha cidade, fomos roubados. Levaram minha filha (minha filmadora) e minha câmera digital, sem contar outros pertences da minha avó. Fico meia grogue e só quero ficar deitada dormindo.. aff, vocês não tem noção de que M** que tava meu cotidiano. Agora tudo se ajeitou mais ou menos, espero não ficar mais tanto tempo sem postar. Teve uma galera que me selou, e que amanhã prometo postar todos os selinhos tá gente? *-* Beijocas :*

5 de jul. de 2010

Sem internet ¬¬'

Eis a razão da ausência de postagens. Espero voltar em breve. É.

2 de jul. de 2010